Coluna: Pirarazzi com Elson de Belém
Entre palcos e conquistas, Max Almeida celebra o reconhecimento como Melhor Bailarino em Rio Claro
Trajetória Max Almeida
Max Almeida iniciou seus estudos em dança em 2009, dedicando-se inicialmente ao Ballet Clássico, à Dança Contemporânea e ao Jazz Dance. Ao longo de sua trajetória, ampliou sua formação e passou a se especializar em diferentes modalidades, entre elas Jazz Funk, vertentes das Danças Urbanas, Expressão Corporal, Heels, Dança Terapia, Danças Circulares, Jazz Musical e Canto.
Atualmente, atua como professor e ministra aulas em algumas dessas modalidades, conciliando a atividade docente com uma carreira marcada por experiências em diferentes segmentos da dança, do entretenimento e dos grandes espetáculos.
Entre suas experiências de formação, destaca-se o período em que estudou Danças Folclóricas em Recife/PE, na Criart Cia de Danças Folclóricas, dirigida por Paula Azevedo. Max também participou de diversos workshops com coreógrafos de diferentes nacionalidades e atuou como coreógrafo em desfiles de pequenas agências de modelos.
Na área profissional, integrou o elenco da Faces Ocultas Cia de Danças e atuou como assistente coreográfico do diretor Arilton Assunção. Também foi coordenador do Ballet Jovem Faces Ocultas.
Sua atuação junto à comunidade também faz parte dessa trajetória.
Max trabalhou com crianças de projetos sociais nas cidades de Salto/SP e Piracicaba/SP, desenvolvendo atividades voltadas à dança e à educação.
Entre os momentos marcantes de sua carreira estão a participação como bailarino convidado nas comemorações do Centenário do Teatro Municipal de São Paulo e a representação do Brasil no Congresso de Dança realizado em Macau, na China.
Ao longo dos anos, recebeu diversos prêmios em festivais de dança, incluindo os títulos de Bailarino Revelação e Melhor Bailarino. Em 2011, integrou a comissão de frente da escola de samba Unidos da Peruche.
Max também teve experiência internacional no mercado de entretenimento a bordo. Trabalhou na B.I.A.L. – Ballet Internacional Adriana Locilento, empresa responsável pela contratação de bailarinos para navios de cruzeiros nacionais e internacionais. Na Pullmantur Cruise, exerceu as funções de Brazilian Dancer, Assistant Leader e Dancer Captain.
No universo dos grandes shows, foi bailarino e coreógrafo na abertura do show do cantor Léo Santana, durante o evento Baile da Santinha, além de integrar a turnê do grupo Bro’z.
Sua carreira também inclui participações em grandes eventos e produções audiovisuais. Max participou do Tomorrowland Brasil em 2023 e 2024, considerado um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo.
Na televisão, atuou como bailarino em programas das emissoras SBT e Band TV, incluindo o Programa da Eliana, Melhor da Noite e Circo do Tiru. Também participou como figurante de destaque da série Senna, da Netflix.
No segmento de entretenimento, foi bailarino do parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo/SP, e integrou o elenco do Reder Circus.
Além de bailarino, professor e coreógrafo, Max Almeida também atua na produção cultural. É produtor do Art'Dance Festival Piracicaba e, atualmente, é professor e proprietário da Dançart Entretenimento, em Piracicaba/SP. Também exerce as funções de coreógrafo e diretor artístico da Lac Produções.
Max ainda integra o elenco da Turma da Mônica e faz parte do Natal Disney Brasil. Recentemente, idealizou e realizou o musical O Rei do Pop – Tributo a Michael Jackson, ampliando sua atuação também na criação e direção de espetáculos.
No segmento de entretenimento, foi bailarino do parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo/SP, e integrou o elenco do Reder Circus.
O Festival de Rio Claro foi, para mim, como um presente
O Festival de Rio Claro representou um momento especial de reencontro de Max Almeida com sua essência como bailarino. Em uma fase na qual se sentia “estacionado” profissionalmente, sua rotina estava concentrada principalmente em ministrar aulas, montar trabalhos e preparar outros artistas.
Aos poucos, percebeu que estava deixando de lado uma parte importante de si mesmo: o bailarino. Foi então que recebeu o convite de Jô, proprietária da Coda Cia de Dança, de Rio Claro, para ministrar aulas e também representar a escola como bailarino no festival.
Mais do que uma oportunidade profissional, o convite significou um incentivo para que Max não desistisse de si mesmo como artista.
“Eu queria muito dançar. Não para ganhar um prêmio, não para provar nada a ninguém, mas simplesmente para extravasar sentimentos”, relata.
Para a apresentação, foram escolhidas as músicas Codinome Beija-Flor e O Tempo Não Para, na interpretação do cantor Jão. As canções tinham relação direta com uma fase difícil vivida pelo bailarino, marcada por uma situação na qual se entregou e que, posteriormente, o fez sentir-se dentro de um verdadeiro “buraco negro”.
A partir dessa experiência, Max decidiu transformar seus sentimentos em movimento. A venda nos olhos utilizada na apresentação simbolizava justamente a tentativa de enxergar a verdade, mesmo sem conseguir compreendê-la completamente.
Quando finalmente conseguiu enxergar, veio também a luta. Foi nesse processo que compreendeu que “o tempo não para” e que a vida continua, sendo necessário seguir em busca dos objetivos, mesmo quando o caminho ainda não está totalmente definido.
Por esse motivo, Max optou por não construir uma coreografia totalmente planejada.
Escolheu o improviso como forma de expressão, estabelecendo uma relação entre a dança e a própria vida.
“Nós fazemos planos, tentamos controlar os caminhos, imaginamos como tudo deveria acontecer, mas nem sempre as coisas acontecem como queremos. A vida acontece como precisa acontecer — e acredito que, muitas vezes, como Deus permite que aconteça.”
Naquele momento, seu único objetivo era dançar.
Não havia preocupação com prêmio, colocação ou reconhecimento. Havia apenas a vontade de voltar a sentir o que significa ser bailarino.
E foi justamente quando dançou sem esperar nada que veio o resultado: Melhor Bailarino do Festival.
O reconhecimento surpreendeu Max, mas, acima de qualquer premiação, trouxe gratidão. Gratidão à Jô pela oportunidade, à Coda Cia de Dança por abrir suas portas e, principalmente, à dança por lembrá-lo de quem ele é.

Para o bailarino, o prêmio chegou em um momento importante de sua vida, trazendo motivação, força e a certeza de que não deve se esquecer de sua própria essência artística.
Em meio à rotina de ensinar, criar, produzir e cuidar de tantos projetos, Max percebeu que também é necessário cuidar daquilo que permanece vivo dentro de cada artista.
E, naquele palco, ele não estava apenas dançando.
Estava se reencontrando.
Fonte: Max Almeida
Fotos: Neytan Cruz/Clara Vitória

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