MASSAPÊ – Quando a memória vira palco
Na tarde de 25 de junho, no palco do Sesc Piracicaba, não assisti apenas a um espetáculo. Testemunhei uma vida sendo contada com coragem, verdade e emoção.
Em Massapê, vi um homem revisitar as raízes da sua família, percorrer as estradas tortuosas do destino, enfrentar preconceitos, dores e desafios que poderiam ter interrompido seus sonhos. Mas, ao contrário, cada obstáculo tornou-se alicerce para a construção de uma trajetória marcada pela resistência.
Com sensibilidade e força, Antônio Chapéu transforma lembranças em cena e faz do teatro um território de memória, identidade e pertencimento. Sua narrativa é visceral, envolvente e profundamente humana. É impossível permanecer indiferente diante de tanta entrega.
Vi também o nascimento de um sonho coletivo. Ao lado de parceiros, ele ergueu uma companhia que hoje é motivo de orgulho para Piracicaba: o Grupo Andaime, referência pela qualidade artística, pela perseverança e pelo compromisso com a cultura.
Saí do teatro convencido de que a arte continua sendo um dos mais belos instrumentos de transformação. E Massapê nos lembra que a história de um homem pode, ao mesmo tempo, ser a história de muitos.
Viva Antônio Chapéu!
Viva o Grupo Andaime!
Viva o teatro piracicabano!
EVOÉ

Elson de Belém é Artista e Comunicador Cultural
Edição de texto CCPZ