Livro de Décio Franco e Marcelo Meneghim discute a gestão financeira em saúde e aplicação no SUS
Como transformar recursos financeiros em serviços de saúde mais eficientes e acessíveis à população? Essa é uma das questões que orientam o livro “Gestão Financeira em Saúde: Fundamentos, Análise e Aplicação no SUS”, organizado por Décio Henrique Franco e Marcelo de Castro Meneghim. Publicada pela Editora Atheneu em 2026, a obra reúne conhecimentos de administração, economia e saúde coletiva para aproximar o planejamento financeiro das necessidades de quem administra o atendimento à população.
Com prefácio de Barjas Negri, ex-ministro da Saúde e ex-prefeito de Piracicaba, o livro apresenta uma proposta didática: explicar conceitos e oferecer instrumentos que ajudem gestores, profissionais e estudantes a compreender como as decisões sobre orçamento, custos e financiamento interferem no funcionamento das instituições de saúde.
A participação de Barjas estabelece uma ligação com sua trajetória na administração pública e no setor da saúde. Economista com mestrado e doutorado pela Universidade Estadual de Campinas, ele assumiu o Ministério da Saúde em fevereiro de 2002, depois de atuar por cinco anos como secretário-executivo da pasta. Sua experiência inclui a gestão pública nas esferas municipal, estadual e federal.
A publicação tem 266 páginas, distribuídas em quatro seções e 14 capítulos, com a participação de 22 colaboradores. O conteúdo percorre desde os fundamentos da administração até questões como financiamento do Sistema Único de Saúde, judicialização e ética. A proposta é reunir diferentes áreas do conhecimento em torno de um desafio comum: qualificar as decisões financeiras sem perder de vista a responsabilidade social dos serviços de saúde.
O percurso começa pela organização da gestão e pelo papel de quem conduz equipes, projetos e recursos. Em seguida, apresenta conhecimentos de matemática financeira, estatística e economia, oferecendo uma base para interpretar informações e avaliar alternativas. A intenção é aproximar essas ferramentas da rotina de instituições públicas e privadas, com linguagem acessível e exemplos de aplicação.
O planejamento e o orçamento público recebem atenção em uma seção dedicada aos instrumentos da gestão financeira em saúde. Entre os assuntos estão a execução orçamentária e financeira do SUS, os custos dos serviços, as compras públicas e as licitações. O conteúdo também contempla os desafios do financiamento e os efeitos da judicialização sobre a administração, relacionando aspectos técnicos, políticos e éticos.
A obra tem ligação direta com o ambiente acadêmico de Piracicaba. Décio Henrique Franco é graduado em Administração e mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Metodista de Piracicaba, além de doutor em Odontologia, na área de Saúde Coletiva, pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Unicamp. Sua formação também inclui especializações em finanças e gestão pública em saúde.
Marcelo de Castro Meneghim é graduado em Odontologia pela FOP, mestre e doutor em Odontologia Preventiva e Social pela Universidade Estadual Paulista e livre-docente pela Unicamp. Sua atuação acadêmica na saúde coletiva contribui para a abordagem interdisciplinar da publicação, que aproxima a administração financeira das características e demandas do setor.
O livro já passou a integrar o acervo da Biblioteca Carlos Henrique Robertson Liberalli, da FOP. Em 25 de agosto de 2026, os organizadores entregaram dois exemplares à biblioteca e outro à diretora da faculdade, professora Karina Gonzales Silverio. A entrega foi registrada pela instituição em notícia sobre a publicação e sua contribuição ao estudo da gestão financeira na saúde.
Voltado a estudantes, docentes, gestores e profissionais com interesse em saúde, administração, contabilidade e economia, o trabalho propõe uma leitura que conecta teoria e prática. Ao reunir planejamento, análise financeira e responsabilidade na aplicação dos recursos, “Gestão Financeira em Saúde” coloca em discussão uma questão essencial para o SUS: como fazer com que as decisões administrativas contribuam para a continuidade e a qualidade do atendimento à população.

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