Por Agência Brasil
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Crianças e adolescentes de até 15 anos já podem atualizar a caderneta de vacinação.
A Campanha Nacional de Multivacinação, que começou nesta segunda, se estenderá até 1º de setembro e terá um "Dia D" nacional em 22 de agosto, um sábado.
A ação tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal, atualizar a situação vacinal de crianças e adolescentes e facilitar o acesso aos imunizantes.
Todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação estarão disponíveis nas unidades de saúde e, de acordo com a faixa etária e a situação vacinal de cada criança ou adolescente.
Entre os imunizantes disponíveis está a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A vacinação de crianças e adolescentes deve ser priorizada pelos pais e responsáveis, ressalta o infectologista Igor Thiago.
"Faz com que a gente tenha controle das doenças. Doenças que antes matavam, deixavam sequelas, como meningites e a própria hepatite A. Que hoje em dia o grande papel dos pais é se conscientizar que essas vacinas protegem e que levar as crianças para a vacinação nos postos de saúde eh é importantíssimo para a saúde do seu filho e até mesmo das pessoas que com ele rodeiam. Porque se ele estiver vacinado, ele vai estar protegido e, ao mesmo tempo, vai estar protegendo os seus coleguinhas ali na escola ou na comunidade", diz.
O infectologista Julival Ribeiro reforça que a imunização é a forma mais segura e eficaz de prevenir doenças graves:
"Proteger a saúde da pessoa e da coletividade também. Portanto, é muito importante que os pais e responsáveis levem seus filhos para manter a caderneta de vacinação em dia. A vacinação foi uma das melhores descobertas na área de saúde, pois ela protege as pessoas e protege também o seu semelhante", fala.
Para a vacinação, pais ou responsáveis devem apresentar documento de identificação da criança ou do adolescente e, sempre que possível, a caderneta ou comprovante de vacinação para que a equipe de saúde possa avaliar o histórico vacinal.
A assistente social Danielle Lima, mãe dos gêmeos Alice e Bento, de 8 anos, e de Sofia, de 15, faz questão de manter a caderneta de vacinação sempre em dia:
"Eu acredito muito na ciência e acredito que a vacina é um pacto coletivo. Então, na verdade, vacinar o seu filho é proteger não só ele. É proteger ele e as crianças que convivem com ele, os adultos que convivem com ele, Eu já vi muitas crianças não serem vacinadas e terem doenças sérias por conta da falta de vacina", diz
Na cidade do Rio de Janeiro, além das unidades de saúde, haverá pontos extras de vacinação. A expectativa é atender mais de 1 milhão de pessoas na capital fluminense. Especialistas ressaltam a importância da imunização: graças às vacinas, o país erradicou doenças como a varíola e a poliomielite.