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Coluna: Adriana Passari fazendo histórias - 01/05/2026

Publicada em: 01/05/2026 08:42 -

Por Adriana Passari - @adrianapassari

Quase mais uma história de amor

 

Ele, um fotógrafo bem requisitado na cidade. Preferia trabalhar assim, sem contrato fixo, para fazer a própria agenda e ser dono do próprio tempo. Estava sempre trabalhando e às vezes se dava ao luxo de recusar uma ou outra oferta para escolher aqueles que mais agradavam.

Ela, uma estilista iniciante. Aceitava todas as propostas que recebia. Não tinha frescura. Atendia as clientes mais humildes a as madames mais elegantes sem fazer distinção. Seu trabalho era elevar a autoestima das mulheres e ajudar as lojas a venderem mais e melhor.

Não se conheciam, até que apareceu um trabalho em comum. Ele foi chamado para a cobertura fotográfica da feira de moda de uma empresa que seria realizada na capital numa noite do meio da semana. Ia declinar do convite quando lembrou que ainda não tinha testado seu carro novo na estrada. Gostava de dirigir sozinho.

Ela foi chamada para reforçar o time da empresa durante a feira. Aceitou prontamente. Como não havia mais espaço no transporte da empresa, pediram para ele levá-la junto.

Mesmo ligeiramente contrariado, ele aceitou. Adicionou seu contato no celular e mandou mensagem para combinarem a saída. No horário previsto, ela estava esperando em frente ao prédio, com uma maleta cheia de utilidades e um sorriso que desmontou qualquer resquício de mal humor dele. O trajeto de ida foi bem agradável, com eles comentando sobre as músicas que tocaram no rádio, o trânsito, as paisagens, moda, fotografia e tantos outros temas que surgiram. Lá chegando, cada um foi cumprir suas tarefas.

A feira foi encerrada para o público com um desfile de roupas incríveis que ela ajudou a montar e ele registrou tudo com seu equipamento fotográfico. Uma grande festa foi organizada para comemorar. Eles combinaram dar uma espiadinha na festa antes de voltar para casa. Ela cantou e dançou muito, esquecendo a hora e o cansaço. Ele não dançava muito, mas ficou por perto, observando. Ela flagrou mais de uma vez um brilho nos olhos dele e um sorriso quase involuntário quando a via.

Era chegada a hora de partirem. Deixando o som alto da festa para trás, eles seguiram viagem. A conversa na volta não foi tão animada, já que o sono dela era gritante. Ela dormiu. Ele dirigiu. E a olhou, várias vezes. Tinha um sono encantador. Acordou-a com suavidade ao chegar. Ela abriu os olhos, desculpou-se com um sorriso envergonhado. Agradeceu, pegou a maleta e saiu do carro. Ele saiu com o carro e parou na esquina. Pegou o celular e apagou imediatamente o contato dela. Voltou para casa onde a esposa o aguardava.

Ouça a história na voz de Adriana Passari:

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