37ª Edição – 20/12/2025
Mente&Foco
TÍTULO: Você não está obrigado a sorrir no Natal tristeza também merece acolhimento. Entre o que esperamos e o que realmente sentimos: quando dezembro dói em vez de brilhar.
O Natal está a poucos dias. As ruas brilham, as músicas tocam, e há uma expectativa coletiva de que todos devem estar radiantes de felicidade. Mas e se você não estiver se sentindo assim?
Existe uma pressão cultural enorme para que dezembro seja mágico. Comerciais vendem famílias perfeitas, mesas fartas e abraços calorosos. Mas a realidade é que para muitas pessoas, o Natal é um período de luto, solidão, saudade e dor emocional intensa.
A “depressão natalina” não é frescura é uma resposta real à desconexão entre expectativa social e realidade pessoal.
Você pode estar vivendo um ano difícil. Pode ter perdido alguém querido. Pode estar longe da família. Pode simplesmente não sentir vontade de celebrar e tudo isso é válido.
A TCC nos ensina que validar as próprias emoções é o primeiro passo para o autocuidado. Não há problema em não estar bem no Natal. Não há problema em não querer fingir alegria. Sua tristeza merece espaço, respeito e acolhimento inclusive de você mesmo.
Você não precisa forçar sorrisos. Você não precisa participar de tudo. Você não precisa “entrar no clima” se isso te machuca. Você só precisa respeitar seus limites.
O verdadeiro presente que você pode se dar neste Natal é a permissão para sentir o que está sentindo, sem julgamento. É escolher o que faz sentido para você, não o que as pessoas esperam. Precisamos saber expressar nossos sentimentos.
Se o Natal te dói, permita-se a dor.
Se te traz alegria, celebre com leveza.
Mas nunca se obrigue a sentir o que não sente.
Seu coração sabe o que precisa. Escute-o.
Giovana Mendes
Psicóloga | CRP 06/213988
Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e Transtornos Alimentares
Rua Dr. Alvim, 825 – São Dimas
Base – Espaço de bem-estar e saúde
