Brasil fica em 5º na ginástica artística e adia sonho olímpico
Por Vitor Prates | Rádio Piracicaba
Foto Crédito - RoterdãMelogym / CBG
O Brasil terminou na quinta colocação da disputa por equipes femininas do Campeonato Mundial de Ginástica Artística, realizado em Roterdã, na Holanda. Na final disputada na quarta-feira (21), a seleção brasileira somou 159,730 pontos, melhorou seu desempenho em relação à fase classificatória, mas não conseguiu garantir antecipadamente a vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
A equipe brasileira contou com as estrelas Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, além de Lorrane Oliveira, Thaís Fidelis e Sophia Weisberg. Gabriela Bouças integrou a delegação como reserva.
Depois de avançar à decisão na última posição entre as oito finalistas, o Brasil apresentou uma evolução importante e subiu três colocações. Apesar da recuperação, o resultado ficou abaixo do necessário para assegurar a classificação olímpica antecipada.
China conquista o ouro e Estados Unidos ficam com a prata
A China conquistou o título mundial com 165,764 pontos, seguida pelos Estados Unidos, que somaram 165,531. O Japão completou o pódio, com 164,063 pontos, e também garantiu a classificação antecipada para os Jogos Olímpicos de 2028.
A França terminou na quarta colocação, com 161,130 pontos, enquanto o Brasil fechou o grupo das cinco melhores seleções.
A disputa foi equilibrada, e a equipe brasileira demonstrou capacidade de reação ao longo da final, mantendo-se entre as principais forças da ginástica artística feminina mundial.
Rebeca Andrade é destaque no salto
Um dos grandes nomes da equipe, Rebeca Andrade voltou a competir em um Mundial e mostrou sua qualidade no salto, aparelho em que recebeu 14,400 pontos. A ginasta também se apresentou na trave, com 13,433 pontos.
No salto, Sophia Weisberg contribuiu com 14,033 pontos. Já Flávia Saraiva teve uma atuação importante na trave, alcançando 14,066 pontos.
Nas barras assimétricas, Lorrane Oliveira obteve 13,533 pontos, enquanto Thaís Fidelis registrou 12,466. No solo, Thaís marcou 12,933 pontos, Lorrane fez 12,900 e Flávia recebeu 12,800.
Mesmo sem alcançar o pódio, a seleção mostrou consistência e confirmou que o Brasil segue competitivo diante das principais potências internacionais da modalidade.
Vaga olímpica ficará para a próxima oportunidade
Com o resultado em Roterdã, o Brasil terá de buscar a classificação para Los Angeles 2028 no Campeonato Mundial de 2027, previsto para Chengdu, na China. A próxima edição oferecerá mais nove vagas olímpicas por equipes.
A ausência de classificação antecipada não encerra o sonho brasileiro. Pelo contrário, a equipe terá mais uma oportunidade de lutar por um lugar entre as seleções que disputarão os Jogos Olímpicos.
Brasil ainda busca medalhas nas finais individuais
A participação brasileira no Mundial continua com outras decisões importantes. Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira disputam a final do individual geral, enquanto Rebeca Andrade está na decisão do salto. Flávia também participa da final da trave.
As disputas individuais representam novas oportunidades para o Brasil conquistar medalhas e encerrar a competição com resultados expressivos.
A análise: o quinto lugar deixa a sensação de que o Brasil poderia ter chegado mais perto do pódio, mas também evidencia a capacidade de reação da equipe. Com atletas experientes, como Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, e nomes que representam a renovação da modalidade, a seleção segue na disputa por espaço entre as melhores do mundo. O caminho até Los Angeles continua aberto, e a próxima etapa será decisiva para transformar o sonho olímpico em realidade.
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