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Tempo seco e poluição elevam casos de pigarro e acendem alerta para danos às cordas vocais

Publicada em: 07/08/2026 14:20 -

O aumento dos episódios de pigarro tem chamado a atenção de especialistas em saúde respiratória, especialmente em períodos de tempo seco e maior concentração de poluentes nas grandes cidades. As condições climáticas típicas do inverno e a baixa umidade do ar favorecem o ressecamento das vias aéreas e estimulam a produção de secreções mais espessas, levando muitas pessoas a pigarrear com frequência, hábito que pode trazer prejuízos à saúde vocal.

 

De acordo com profissionais da área, o pigarro constante, embora pareça inofensivo, provoca atrito repetitivo nas cordas vocais, podendo causar irritações, inflamações e até pequenas lesões ao longo do tempo. O problema é agravado quando associado à poluição, que contribui para o acúmulo de partículas nas vias respiratórias, intensificando a sensação de secreção presa na garganta.

 

O otorrinolaringologista dr. Thiago Zago explica que o pigarro recorrente não deve ser ignorado. “Esse hábito gera um impacto físico significativo nas cordas vocais. O movimento repetitivo pode levar a feridas, rouquidão persistente e até alterações mais sérias na voz, especialmente em pessoas que já utilizam a voz de forma intensa no dia a dia”, afirma.

 

Segundo o especialista, a percepção de secreção constante nem sempre está relacionada a um aumento real de muco, mas pode ser consequência de ressecamento e irritação da mucosa. “Em ambientes secos e poluídos, a via aérea perde sua lubrificação natural, o que causa desconforto e leva ao pigarro como uma tentativa de alívio. No entanto, isso acaba criando um ciclo prejudicial”, explica

 

Entre as medidas recomendadas estão a hidratação adequada, o uso de umidificadores de ar e a redução da exposição a agentes irritantes, como fumaça e poeira. O acompanhamento médico também é fundamental para avaliar cada caso e indicar alternativas seguras, evitando a automedicação e o uso indiscriminado de soluções caseiras.

 

Dr. Thiago Zago ressalta que a orientação profissional é essencial para interromper o ciclo do pigarro. “Existem estratégias específicas que ajudam a proteger as cordas vocais e reduzir esse comportamento. O mais importante é entender a causa do sintoma e tratar de forma adequada, prevenindo complicações futuras”, destaca.

 

Com a tendência de períodos cada vez mais secos em algumas regiões e o impacto contínuo da poluição urbana, especialistas alertam que a atenção aos sinais do corpo e a busca por orientação médica são fundamentais para preservar a saúde vocal e respiratória.

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