A pré-candidata à deputada federal Nancy Thame participou, no último domingo (2), da mobilização nacional Levante Mulheres Vivas, realizada na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato reuniu participantes de diversos municípios brasileiros para cobrar a votação do Projeto de Lei 896/2023, conhecido como PL contra a Misoginia, que aguarda apreciação da Câmara dos Deputados.
Durante sua fala no evento, Nancy destacou que o enfrentamento à violência contra as mulheres deve ser tratado como um compromisso de toda a sociedade, independentemente de posicionamentos partidários.
“Nenhuma mulher deveria viver com medo. O enfrentamento à violência contra as mulheres não é uma pauta de partido. É um compromisso de toda a sociedade. É uma defesa da vida”, afirmou.
Em sua fala, Nancy ressaltou que cada caso de feminicídio representa uma vida interrompida e reforçou a necessidade de fortalecer políticas públicas de prevenção, acolhimento e garantia de justiça às vítimas de violência.
Nancy também lembrou que a defesa dos direitos das mulheres faz parte de sua trajetória na vida pública. Durante seu mandato como vereadora em Piracicaba, ela foi Procuradora Especial da Mulher na Câmara Municipal e atuou na construção de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero e ao fortalecimento da rede de proteção.
“Essa é uma pauta que sempre esteve presente na minha atuação. Como vereadora e Procuradora Especial da Mulher, acompanhei de perto a realidade de muitas mulheres que enfrentam diferentes formas de violência e trabalhei para fortalecer políticas públicas de prevenção, acolhimento e proteção. Estar no Levante Mulheres Vivas é reafirmar esse compromisso e defender que nenhuma mulher tenha seus direitos violados simplesmente por ser mulher”, destacou.
A mobilização aconteceu simultaneamente em diversas cidades do país e busca sensibilizar o Congresso Nacional para a aprovação do projeto, que inclui os crimes motivados por misoginia entre aqueles punidos pela Lei nº 7.716/1989. O texto prevê pena de dois a cinco anos de reclusão para práticas, indução ou incitação de violência, restrição de direitos ou ofensas à dignidade da mulher motivadas pela condição de ser mulher.
O movimento também chama atenção para o crescimento da violência digital contra mulheres e para a disseminação de discursos de ódio nas redes sociais, defendendo medidas que reforcem a proteção às vítimas e contribuam para a prevenção do feminicídio.