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Rádio Piracicaba

CCZ reforça orientações sobre febre maculosa durante período de férias escolares

CCZ reforça orientações sobre febre maculosa durante período de férias escolares

Equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) orientaram aproximadamente 300 pessoas sobre a febre maculosa na região da Rua do Porto durante seis dias de abordagens realizadas entre 26 de junho e hoje, 8 de julho.

A ação faz parte da intensificação das atividades de vigilância realizadas principalmente em períodos de maior circulação de pessoas na região, como durante as férias escolares. As atividades de monitoramento e orientação à população reforçam as medidas preventivas e promovem a conscientização sobre os cuidados necessários em áreas com potencial presença do carrapato-estrela.

As equipes realizaram abordagens a frequentadores da região, além de usuários e trabalhadores de bares, restaurantes e demais estabelecimentos localizados nas margens do rio Piracicaba, orientando sobre formas de prevenção à autoinfestação por carrapatos presentes na vegetação dessas áreas.

Cirlene Machado, de Americana, foi uma das pessoas abordadas nos arredores da passarela Pênsil. “Vim conhecer o Zoológico e a Rua do Porto. É importante receber essas orientações”, disse. Moradores de Piracicaba, César Neto e Ana Bezerra contaram que já conheciam algumas das instruções, “mas é sempre bom reforçar”.

As irmãs Regina Ferreira, moradora de Campinas e Rejane Cortez, de Fortaleza, consideraram “fundamental” a orientação. “Esclarecer a população faz a diferença”, disse Regina.

O controle da febre maculosa envolve um conjunto de estratégias integradas e não inclui a aplicação de produtos químicos, uma vez que essa medida não é capaz de eliminar ou controlar carrapatos em ambientes naturais abertos, especialmente na presença de hospedeiros primários, como as capivaras. Nesses locais, a contínua reposição de carrapatos no ambiente compromete a eficácia de qualquer medida química de controle.

As capivaras são os principais hospedeiros do carrapato-estrela, vetor da febre maculosa, e contribuem para a manutenção desses parasitas nos ambientes que frequentam. No entanto, o carrapato somente transmite a doença quando está infectado pela bactéria causadora da febre maculosa.

As ações de educação em saúde incluem abordagens diretas aos frequentadores, distribuição de materiais informativos e orientações em pontos estratégicos, como a região da Rua do Porto.

Desde 2024, o município instalou ou substituiu diversas placas de alerta nas áreas mapeadas pelo CCZ como de atenção para a doença, incluindo toda a região da Rua do Porto, a Avenida Beira Rio e as margens do Rio Piracicaba.

As placas orientam a população sobre o risco de exposição ao carrapato-estrela, os principais sintomas da febre maculosa e a importância da procura imediata por atendimento médico em caso de suspeita da doença.

Nosso objetivo é garantir que a população aproveite os espaços públicos com segurança e informação. A febre maculosa é uma doença grave, mas a prevenção e o diagnóstico precoce fazem toda a diferença. Por isso, reforçamos a importância de evitar contato com a vegetação das margens dos rios, realizar o autoexame do corpo após frequentar essas áreas e procurar atendimento médico imediatamente ao surgimento de sintomas, informando sempre a presença em locais considerados de risco para a doença”, destaca a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses, Aline Marangoni.

PREVENÇÃO - Entre os meses de maio e setembro predominam as fases de larva e ninfa do carrapato-estrela, popularmente conhecidas como micuins, que são as formas que mais frequentemente parasitam os seres humanos. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da adoção das medidas de prevenção e da atenção aos sinais e sintomas da doença.

Uma orientação fundamental é que os visitantes realizem o autoexame do corpo após frequentarem essas áreas e procurem remover rapidamente qualquer carrapato encontrado. Mesmo não identificando a presença do parasita, é importante permanecer atento ao aparecimento de sintomas como febre alta e de início súbito, dor de cabeça, dores no corpo e mal-estar entre dois e 14 dias após a exposição, procurando atendimento médico imediatamente caso apresentem qualquer sinal compatível com a doença.

Ao buscar assistência, a recomendação é informar ao profissional de saúde sobre a permanência em áreas consideradas de risco para a transmissão da febre maculosa, o que contribui para o diagnóstico precoce e o início oportuno do tratamento.

Em 2026, não houve casos confirmados de febre maculosa no município de Piracicaba. A Vigilância Epidemiológica realiza monitoramento contínuo dos casos suspeitos e confirmados, seguindo os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado da Saúde.

São consideradas áreas de risco para transmissão da febre maculosa no município toda a margem do rio Piracicaba, em ambos os lados, desde o bairro Monte Alegre até Ártemis, além de toda a margem do rio Corumbataí, também em ambos os lados, na região de Santa Teresinha.

 

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