O que separa um fofoqueiro de um storyteller profissional? A resposta é o trabalho por trás da contação de uma boa história.
Contar histórias nunca esteve tão em alta.
Existem muitos jeitos de contar uma boa história e na Era da Economia dos Criadores (Creator Economy) tudo é possível, desde vídeo, texto, áudio, imagem, mímica, dança, etc. Isso sem contar os inúmeros formatos que temos disponíveis nas redes sociais: reels, carrossel, shorts, post, etc.
Haja criatividade!
Mas o que separa a mera fofoca do storytelling profissional? Aliás, isso é um tema que sempre deu pano pra manga! Mas vamos aos fatos!
Quando o foco é só contar de qualquer jeito uma história em busca de curtidas e visualizações, o julgamento é automático e nunca vai provocar empatia na audiência. Ela é consumida, julgada e descartada. Cada pessoa tira suas próprias conclusões e vida que segue.
Mas quando entra em cena um contador de histórias profissional, o contexto passa a importar.
O ser humano AMA uma boa narrativa desde que o mundo é mundo. Contamos e ouvimos histórias desde o tempo das cavernas. Está na nossa entranha, na nossa cultura, na tradição e no nosso jeito de consumir conteúdo desde sempre, independentemente da internet.
E verdade seja dita; uma boa história sempre encontra quem queira ouvi-la.
Mas qual é a linha tênue que separa o "fofoqueiro" de um contador de histórias de respeito? Esse é um debate recorrente entre os criadores de conteúdo. Como jornalista e comunicadora há mais de duas décadas, acredito que os princípios que sustentam uma boa reportagem também ajudam a sustentar uma boa narrativa. É preciso checar informações, respeitar os envolvidos, proteger fontes quando necessário e, acima de tudo, respeitar a inteligência da audiência.
A grande questão aqui é que, quando uma história é bem conduzida, o impacto é avassalador e costuma furar bolhas que o formato tradicional jamais ultrapassaria. Ela faz pessoas enxergarem situações por perspectivas diferentes, despertando a empatia.
Mas o que faz alguém procurar um contador de histórias para expor suas feridas ou casos mais íntimos, que nunca tiveram coragem de contar publicamente?
Aliás, é aqui que eu quero dividir uma novidade com você.
Há mais de dois anos eu carrego uma ideia comigo. Ela apareceu em anotações, cadernos, conversas e arquivos esquecidos no computador. De tempos em tempos voltava à minha cabeça, como se insistisse em existir.
E talvez as ideias que insistem em voltar sejam justamente aquelas que precisam nascer. Por isso, decidi tirar esse projeto do papel e em breve vou lançar o meu podcast. Ainda estou nos bastidores, construindo a linha editorial, definindo processos e cuidando dos inúmeros detalhes que um projeto como esse exige. Mas já posso adiantar algo importante: serão histórias reais, protagonizadas por pessoas reais.
São histórias de vida, de amor, de amizade. Histórias de fracassos, recomeços, erros, mal-entendidos, escolhas improváveis e situações que poderiam acontecer com qualquer um de nós.
Mas existe um cuidado essencial: não haverá convidados.
As histórias serão narradas por mim, preservando a identidade das pessoas envolvidas. Nomes, locais e características que possam revelar quem são os protagonistas serão alterados para garantir anonimato, proteção e acolhimento.
Meu papel será fazer a curadoria, apuração, adaptação e a narração de cada história.
E esse talvez seja o maior desafio do projeto: contar histórias reais sem expor quem as viveu. Estou muito animada porque acredito que existe algo que nem a internet e nem a Inteligência Artificial conseguem reproduzir completamente: a autenticidade humana. Afinal de contas, as pessoas erram, se contradizem, tomam decisões ruins, mudam de ideia, sentem vergonha, orgulho, acertam e erram novamente. E tá tudo bem!
É justamente essas imperfeições que tornam as histórias tão fascinantes.
Ao observar o mercado de conteúdo hoje, percebo que muita gente está cansada de consumir apenas informações rápidas e superficiais. O público continua buscando algo mais profundo: identificação.
As pessoas querem se reconhecer nas histórias dos outros.
Querem rir, se emocionar, refletir, sentir indignação, lembrar de situações que viveram e, muitas vezes, perceber que não estão sozinhas. E é por isso que acredito tanto nesse projeto. Uma boa história não muda apenas a forma como enxergamos um personagem.
Ela pode mudar a forma como enxergamos a nós mesmos. ❤
Sobre o podcast
Os episódios terão, em média, 15 minutos de duração. Minha missão será conduzir cada narrativa para que você possa mergulhar na experiência de quem viveu aquela situação, compreendendo não apenas os fatos, mas também as emoções, os conflitos e as consequências de cada escolha.
Mas não espere histórias perfeitas. Muito menos histórias de sucesso absoluto.
As melhores narrativas raramente acontecem quando tudo dá certo.
Elas acontecem quando a vida foge do roteiro, certo?
Quer ouvir a sua história no podcast?
Todo mundo carrega pelo menos uma história que merece ser contada.
Um vexame inesquecível, um namoro mal resolvido, uma amizade que terminou sem explicação, uma situação absurda, uma decisão impulsiva, um mal-entendido que tomou proporções inesperadas.
Se você tem uma história que merece ganhar voz, envie seu relato para:
Todas as histórias serão lidas e avaliadas pela equipe do podcast. Caso seja selecionada, entraremos em contato por e-mail. E, claro, a identidade dos envolvidos será preservada.
Quem sabe a próxima história narrada não seja a sua? :)
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Até semana que vem ;)
Eu sou Sabrina Scarpare, jornalista, mentora de storytelling e IA para marcas, além de escritora desta newsletter Storytelling & IA para Marcas. Toda semana, envio na sua caixa de e-mails artigos e informações atuais sobre os temas comunicação, storytelling, IA e marcas.