Considerado um dos tumores mais silenciosos da oncologia, o câncer de rim frequentemente não apresenta sinais nas fases iniciais, dificultando o diagnóstico precoce e reforçando a importância dos exames de rotina. A doença acomete principalmente adultos acima dos 50 anos e está associada a fatores de risco comuns na população, como tabagismo, obesidade e hipertensão arterial.
No Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Rim, celebrado em 18 de junho, a médica oncologista Ana Lúcia Lestner, do CECAN – Centro do Câncer da Santa Casa de Piracicaba, alerta para a necessidade de ampliar a conscientização sobre a doença.
“O câncer renal costuma ser descoberto de forma incidental, durante exames realizados por outros motivos. Isso acontece porque, na maioria dos casos, o tumor cresce sem provocar sintomas nas fases iniciais”, explica a médica.
Responsável por funções essenciais, como filtrar o sangue e eliminar substâncias tóxicas, o rim pode abrigar tumores que permanecem silenciosos por meses ou anos, sendo identificados apenas quando atingem maiores dimensões.
Nos estágios mais avançados, podem surgir sinais como sangue na urina, dor persistente na região lombar, perda de peso sem explicação, fadiga e redução do apetite. Ainda assim, a ausência desses sintomas não significa ausência da doença, tornando o acompanhamento médico regular fundamental.
Ana Lúcia destaca que alguns fatores aumentam significativamente o risco de desenvolvimento do câncer renal. “O tabagismo continua sendo um dos principais fatores associados à doença. Além disso, obesidade, hipertensão arterial e histórico familiar também merecem atenção especial”, afirma.
Segundo a especialista, a adoção de hábitos saudáveis contribui para a prevenção do câncer de rim e de diversas doenças crônicas. Manter o peso adequado, praticar atividade física, evitar o cigarro e controlar a pressão arterial ajudam a reduzir os riscos.
A boa notícia é que os avanços da medicina têm ampliado as possibilidades terapêuticas. Além da cirurgia, que permanece como uma das principais formas de tratamento, a oncologia dispõe atualmente de terapias-alvo e imunoterapias que vêm proporcionando resultados promissores, especialmente nos casos mais complexos.
“A informação e o diagnóstico precoce continuam sendo nossos maiores aliados. Quanto mais cedo identificamos a doença, maiores são as chances de tratamento eficaz e melhores os resultados para o paciente”, ressalta a oncologista.
Embora não esteja entre os cânceres mais discutidos pela população, o câncer de rim merece atenção diante do aumento dos fatores de risco associados ao estilo de vida moderno. Por isso, especialistas reforçam a importância das consultas periódicas e dos exames indicados, permitindo identificar alterações precocemente e ampliar as chances de cura.