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Opinião: Brasil estreia com empate, mas deixa mais dúvidas do que certezas na Copa do Mundo

Publicada em: 15/06/2026 10:13 -

Por Vitor Prates - Rádio Piracicaba

(Foto: Jewel SAMAD / AFP)

 

 

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 ficou longe daquilo que o torcedor esperava. O empate por 1 a 1 diante de Marrocos, no últim sábado (13), não foi um resultado desastroso, mas também não pode ser tratado como algo normal para uma equipe que sonha em conquistar o hexacampeonato.

O Brasil encontrou dificuldades desde os primeiros minutos. Marrocos mostrou organização, intensidade e soube explorar os espaços deixados pela equipe brasileira. O gol de Ismael Saibari expôs problemas defensivos e uma falta de compactação que preocupou durante boa parte da partida.

Se houve um ponto positivo, ele tem nome: Vinícius Júnior. Em uma noite em que o coletivo não funcionou como esperado, o camisa 10 apareceu com um golaço para empatar o confronto e evitar uma estreia ainda mais frustrante.

A sensação deixada pelo jogo é que o Brasil ainda está em construção. A equipe de Carlo Ancelotti apresentou nervosismo, errou passes simples e teve dificuldades para controlar o meio-campo. O treinador reconheceu após a partida que o time precisa evoluir e corrigir falhas para os próximos compromissos.

Também é preciso dar mérito a Marrocos. A seleção africana, semifinalista da Copa de 2022, mostrou que não está no Mundial apenas para participar. Organizada taticamente e confiante, foi em vários momentos superior ao Brasil e saiu de campo com a sensação de que poderia até ter conquistado a vitória.

O lado positivo para os brasileiros é que a Copa está apenas começando. Empates em estreias já aconteceram em outras edições e não impediram campanhas importantes. O fundamental agora será a capacidade de reação da equipe. Grandes seleções costumam crescer ao longo do torneio, e o Brasil precisará mostrar evolução rapidamente.

 

A estreia não foi para empolgar, mas também não é motivo para pânico. O resultado serve como alerta. Se quiser levantar a taça em julho, o Brasil precisará apresentar muito mais futebol do que mostrou contra Marrocos. O talento existe. A questão é transformar esse talento em um time equilibrado, competitivo e capaz de superar adversários cada vez mais fortes ao longo da caminhada rumo ao tão sonhado hexa.

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